quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Cantiga - Curros

En el jardín una noche sentada
Al reflejo de la blanca luna
Una niña lloraba sin pausa
los desdenes de un ingrato galán

Y la pobre entre lágrimas decía
"ya en el mundo nadie
voy a morir y no van a ver mis ojos
los ojitos de mi bien"

Sus ecos de melancolía
caminaban en las alas del viento
y el lamento
repetía:
"voy a morir y no viene mi bien"

Lejos de ella, de pie sobre la popa
de un aleve negrero de vapor
emigrado, camino de américa
va el pobre, infeliz amador

Y al mirar a las gentiles golondrinas
hacia la tierra que acaba de dejar
"quien pudiera dar vuelta-pensaba-
quien pudiera con vosotras volar!"

pero las aves y el barco huían
sin oír sus amargos lamentos
solo los vientos
repetían
"quien pudiera con vosotras volar"

Noches claras, de aromas y luna
desde entonces, que tristeza hai
para los que vieron llorar a una niña
para los que vieron un barco marchar

De un amor celestial, verdadero
quedó sólo, de lágrimas la prueba
una cueva
en un monte
y un cadáver en el fondo del mar

3 comentários:

Iris de Oliveira disse...

bem bonito. gostei do blog
:D

abraços

Helder Maia disse...

O poema é um reflexo histórico-social-econômico do processo de emigração dos homens galegos que partem em busca de um lugar melhor para viver. As personagens, a mulher que espera o amado voltar e o homem que parte, representam a coletividade dos homens e mulheres que viveram essa situação, pode-se falar, então, em um protagonismo coletivo, em que as personagens são o próprio povo galego. Assim, partindo de uma situação individual se atinge toda a coletividade de um povo.

Nele está marcado a voz de pessoas que geralmente não tem voz quando se fala do processo de emigração, pelo fato de ser um problema coletivo. Assim, a mulher chorosa e o homem infeliz possuem voz e falam no texto, sem deixar de representar toda uma coletividade, já que se trata de um problema da maior parte da população.
O sentimento da mulher é de saudade de algo perdido, o seu amado; sua voz é de lamentação, por prever que irá morrer sem olhar o seu objeto de desejo novamente. O sentimento do homem é de nostalgia por estar deixando pra trás a mulher e a terra amada; sua voz é de lamentação, na partida da sua viagem ele deseja ser um pássaro para poder voar em direção àquilo que deixou.

O poema termina com um tom melancólico, pela separação das personagens, e prevê um destino fatal para eles, para ambos está reservado a solidão, a mulher encontrará a sua cova em um outeiro e o homem terá como cova o fundo do mar.

Anônimo disse...

Noches claras, de aromas y luna

=)

lindo, poema!