segunda-feira, 8 de outubro de 2007

iracema, uma transa amazônica

diz hector babenco sobre o filme: "dois grandes marcos que de fato me puxaram o tapete na história do cinema brasileiro: um deles é deus e o diabo na terra do sol e o segundo foi iracema, quando ficou pronto. eu realmente considero dois arquétipos totalmente opostos, porque se o glauber trazia a utopia, a paródia, a coisa operística para a miséria brasileira, iracema arregaçou as mangas e contou uma história totalmente fincada no suor dos personagens. e aquele final dela, usando aquela bota de borracha, xingando ele [tião] e ele que representava um brasil do sonho e todos os brasileiros, que era um sonho de realização social, financeiro, de ocupar um espaço... se vê totalmente despedaçado, arrebentado de uma forma tão tosca e tão pungente e tão dramática. aquele final talvez seja uma das cenas mais dramáticas do cinema brasileiro."

filme: iracema, uma transa amazônica.
sobre o filme: era uma vez iracema
diretores: Jorge Bodanzky e Orlando Senna

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