domingo, 14 de outubro de 2007

sérgio rezende e o ince


sérgio rezende é o rei do didatismo do cinema brasileiro, ele é o falecido ince (instituto de cinema educativo). seus filmes giram quase sempre em torno da história recente brasileira. nesse jogo de forças entre história e arte (cinema) as duas partes saem perdendo.

historicamente. suas histórias se dividem sempre entre bons e maus e o exemplo mais gritante disso é "mauá: o imperador e o rei", mas também "lamarca", "guerra de canudos" e "zuzu angel". esse maniqueísmo leva sempre, em seus filmes, a uma visão superficial dos fatos, mas que interessa a intelectualidade brasileira porque esquerdista. as histórias agradam porque são unilaterais e sem profundidade. não há drama. não há mise-en-scène.

cinematograficamente. a maior parte dos seus filmes se aproximam de seriados globais. não há inovações estéticas. não há preocupação formal. o que interessa sempre é o que está se contando. como o que se fala é superficial, a forma não se destrói porque não foi construída.

assim, sugiro que os filmes de sérgio rezende sejam poupados do espetáculo da arte e da burguesia - o cinema - e sejam sempre direcionados para as salas de aula, onde servirão sempre como uma introdução superficial aos temas tratados.

sugestões:
sobre zuzu angel.
http://www.digestivocultural.com/colunistas/imprimir.asp?codigo=2023


Um comentário:

Helder Maia disse...

sérgio rezende é o grande criador de heróis brasileiros e heróis só sobrevivem com histórias "bonitinhas". esse é o papel do seu cinema.