sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

conto amarelo - quintana

"Redesarrumando velhas prateleiras, notei que as traças preferiam os meus velhos livros de francês. Estariam elas em um nível de cultura superior aos dos leitores de oje? Desdenhariam as traduções de suspeitos best-sellers ianques, deixariam de lado a propagandística literatura mafiosa? Que lição! Mas eis que, em plena atmosfera poesca, descubro a tempo que o segredo estava nas edições propriamente ditas, aquelas antigas edições amarelas da Garnier e do Mercure, impressas num papel mais poroso e digestivo.... Minha filha, que desilusão para os amantes do fantástico" (pg. 52 - A Vaca e O Hipogrifo)

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