quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

faculdade.

"a faculdade é sempre uma ilha, não? então, na universidade.... é uma ilha onde o exercício da hipocrisia nas relações cotidianas é uma regra. então, tá tudo bem, né?" (milton santos)

4 comentários:

Alessandro disse...

Não sei se somente a faculdade é uma ilha. Hoje tudo parece uma ilha e se Marilena Chauí diz que as universidades viraram supermercados, prefiro afirmar que se tornaram um grande shopping center - pois este é muito mais completo que aquele.

Abraços,

Alessandro

Vitor Manoel Barreto disse...

concordo com milton santos, mas não numa perspectiva romantizada e saudosa do que poderia ter sido um dia o espaço universitário. Acho que o espaço universitário desde quando foi criado, segregou o mundo entre os que estão dentro e os que estão fora. Aí foram sendo inventados mais mecanismos de qualificação do conhecimento científico e outros de deslegitimação dos conhecimentos de outras espécies, sendo que para mim, no fundo no fundo, essas teses estapafúrdias que os que estão dentro das UF's da vida são obrigados a produzir, não passam de calhamaços de papel desgraçadamente destinados a virar comida de cupins e ambientes para criação de fungos. Isso tudo na maioria das vezes. Em alguns casos, muitos pra ser sincero, s Universidade vale mais do que a legitimação social que ela proporciona.

Alessandro disse...

Este discurso de legitimação, deslegitimação e de diferença de classes realmente está ultrapassado tendo em vista que a sociedade se espelha mais hoje em grupos (consumidores, ambientalistas, produtores).

A história pseudomarxista de inclusão/exclusão morreu quando o mundo passou a se fragmentar em diferentes espaços de vivência.

Como diria um amigo meu, muito melhor é o sistema de mérito (o merit system) consagrado na Constituição Norte-Americana que garantiu a todos igualde de oportunidades para, no limite de suas possibilidades mentais, galgarem os postos a que possam ter acesso.

De mais a mais o que sei mesmo é que "quem tem um Fusion fez por merecer" e ninguém é culpado pelo infortúnio alheio muitas das vezes gerado pela própria negligência da cultura da farra e da malandragem que impera nesta terra de ninguém, de desavisados e "desesperançada".

Mas o verão está aí, então vamos aproveitar para esfriar a mente na praia.

Abraços em todos.

Alessandro

P.S. Os acadêmicos, realmente, poderiam usar o tempo em algo mais produtivo que matar sua culpa católica de elitismo por estar em uma UF através de textos românticos

Neto disse...

então tudo bem, né?