quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

ACÁCIO, OLÍVIA E JOEL: PERSONAGENS REVOLUCIONÁRIOS DO LIVRO YAKA, DE PEPETELA?

O artigo de Kandjimbo, Yaka: a ficção e o estatuto da história ou um romance colonial?, contêm muitos equívocos e omissões, por exemplo, “Curiosamente, Joel é filho de Bartolomeu Espinha e Eurídice, e irmão de Olívia”[1], ou ainda, “Por isso aconselhava Joel a não embarcar na ilusão de coabitação racial (p. 388), quando o neto se emocionava por estarem brancos e negros, na guerra civil a [2]. Essas duas afirmações podem ser facilmente corrigidas com uma leitura atenta do livro, por exemplo, nas páginas 263 e 264 do romance de Pepetala[3], revela-se que Joel é o único bisneto de Alexandre Semedo, e que ele é filho de Irene com o jogador de futebol Álvaro, além disso, Alexandre não desaconselha a coabitação racial como diz Kandjimbo, o diálogo apagado ou não registrado pelo crítico angolano prova o contrário: a concordância de Alexandre com o caminho traçado pelo bisneto, no diálogo Joel pergunta: “– É este ou não o caminho, avô?”[4] e Alexandre Semedo responde: “– Claro que é”[5]. Apesar desses erros, Kandjimbo aponta para uma perspectiva bastante lúcida sobre Yaka: os vários pontos lacunares do romance; observa-se no livro, omissões ou descrições simplistas das várias guerras angolanas, mas principalmente um não aprofundamento psicológico dos personagens negros, por exemplo, Mutu-ya-Kevela e Chitekulu.

 

O desejo desse artigo é traçar uma perspectiva de alguns personagens supostamente revolucionários do romance Yaka, de Pepetela, porém, devido à insuficiência de descrições psicológicas sobre os personagens negros e um desconhecimento pessoal lúcido o suficiente sobre Angola, me limitarei à análise dos personagens Acácio, Olívia e Joel à luz das suas ideologias e principalmente o comportamento desses dentro de uma sociedade escravocrata e racista. Personagens como Chitekulu e Mutu-ya-Kevela também deveriam ser analisados, mas são poucos os momentos em que eles assumem a voz no romance, na maioria das vezes narrados por outros personagens, assim, possivelmente estas análises me saíssem mais superficiais do que as descrições de Pepetela. Ao contrário, a análise do comportamento de Olívia e Joel parte da voz dos próprios personagens, mas, principalmente, da provocação do personagem Alexandre Semedo, que indaga: “De que lado estaria o barbeiro Acácio se fosse vivo? No de Joel provavelmente. E teria as palavras que faltavam ao miúdo, nele eram os olhos e os braços que falavam, ainda”.[6]

 

ACÁCIO

 

O que é ser um anarquista? Para George Woodcock, em seu livro “História das Idéias e do Movimento Anarquista”, a palavra deriva do grego anarchos que

 

“significa apenas ‘sem governante’ e, assim, a palavra anarquia pode ser usada tanto para expressar a condição negativa de ausência de governo quanto a condição positiva de não haver governo por ser ele desnecessário à preservação da ordem”.[7]

 

Para este autor a palavra passa a ser usada com sentido negativo a partir da Revolução Francesa, e somente com Proudhon, no século XIX, no livro citado por Acácio, “A Propriedade é um Roubo”, a palavra passa a ser utilizada com um sentido social positivo. A ambigüidade da palavra anarquia também aparece no livro Yaka, por exemplo, quando alguns personagens para menosprezar Acácio o chamam de anarquista (“até anarquista merece ter gente no enterro”[8]), mas também aparece positivada na voz do próprio Acácio (“Tenho uma arte. Não vivo da mais-valia, seu capitalista”[9]) e também na descrição de Óscar Semedo quando diz:

“Acácio era o único barbeiro e também o único degredado político sem sombra de dúvida. Tinha outros se diziam políticos, mas o pai de Alexandre logo rectificava, mostrando eram de direito-comum. Para Acácio não. Fora deportado por ser não apenas republicano (nem gostava muito do nome), mas anarquista”.[10]

 

Segundo Woodcock, o elemento comum a todos as formas de anarquismo é a substituição do estado autoritário por alguma forma de cooperação não-governamental entre indivíduos livres, por isso, para o anarquista não pode haver uma sociedade justa com homens escravos. Segundo o mesmo autor:

 

“o ponto forte de toda obra anarquista sempre foi a crítica incisiva as instituições. Comparados a essas críticas, seus planos de reconstrução sempre foram demasiado simplistas e pouco convincentes”.[11]

 

Para Woodcock, Proudhon, por exemplo, pensa o anarquismo a partir da ploriferação pacífica de organizações cooperativas, Kropotkin aceita a violência por ver nela uma parte inevitável nas revoluções, Bakunin também aceita a violência com ressalvas, mas Tolstoi, não aceita a violência em nenhuma hipótese. Alguns desses teóricos conseguiram pensar modelos anárquicos para a sociedade em que viviam, mas a anarquia não cria dogmas e ao contrário do comunismo, precisa ser pensada para cada sociedade, para cada realidade social, por isso, é impossível pensar em uma revolução proletária em uma Angola escravocrata. A falta de definições dogmáticas impossibilita uma definição clara e única sobre como se tornar uma sociedade anarquista, mas também não cria autoridade, nem instituições, nem tolhe liberdades, deixando para cada sociedade a possibilidade criativa de se organizar sem autoridade e com liberdade.

 

A partir desses pressupostos teóricos podemos afirmar que Acácio é um personagem anarquista em todas as suas certezas, fragilidades e contradições. A contradição mais evidente da maioria dos anarquistas (“reconstruções simplistas e pouco convincentes”) também é vivida por Acácio, por exemplo, quando Alexandre diz:

 

“Por que se revoltam eles, caramba? Nunca mais se tem sossego? Acácio explica as revoltas, explica e não explica, porque também não propõe nada. Sabe Acácio porque se revoltam? Pensa que sabe. São roubados, muito certo. Mas segundo o barbeiro também em Portugal há muitos que são roubados. E não há revoltas todos os anos”.[12]

 

Mesmo com as incertezas quanto à construção de uma sociedade anarquista em Angola, Acácio sabe o que impede a sua concretização e, por isso, critica as instituições de poder colonial – governo e igreja, critica o sistema capitalista e escravocrata e é a favor da libertação dos escravos. Podemos observar tudo isso na descrição que faz Alexandre Semedo:

 

“Só falava da comuna de Paris e que as coisas se resolviam acabando com os governantes e padres. Alexandre gostava muito de o ouvir falar, embora fizesse medo. Ele e Oscar Semedo nunca estavam de acordo, mas eram amigos. Se emprestavam livros e tinham intermináveis discussões que geralmente acabavam aos gritos. Mas tinha coisas em que estavam de acordo, a monarquia era o pior que havia no Mundo, os negros tinham de ser completamente libertos da escravatura, e nunca podiam ser os padres a civilizar os negros, deviam vir muitos professores”.[13]

 

Além disso, Acácio não explora nenhum negro ou empregado, assim como não vive uma relação de posse com sua amante, como observamos nos parágrafos seguintes:

 

“- Nem por enquanto nem depois. Tenho uma arte. Não vivo da mais-valia, seu capitalista.

- Quero vê-lo quando todos falirmos. Também vai ter que baixar o preço das barbas, para manter os clientes.

- É possível. Mas sou livre, só dependo das minhas mãos.”[14]

 

“Ermelinda insistiu muito no princípio, vamos viver juntos, mas ele não quis. Cada um deve ter a sua liberdade. Estamos juntos quando queremos estar juntos, quando precisamos um do outro. Mas que isso é escravatura e eu sou um homem livre. Não quero também aprisionar-te com obrigações de casada. Não gostas masé de mim, senão querias viver sempre comigo. Não é isso e Acácio explicava a sua noção de liberdade e era muito meigo para ela, e as lágrimas desapareciam dos olhos da mulata, o seio farto se agitava em volúpia e se reconciliavam imediatamente”.

 

Sua proposta para o fim do governo é através da violência, ele fala em bombas para destituir os governantes, mas no seu convívio social ele é quase sempre pacífico, procurando convencer os oprimidos através da argumentação e do diálogo; já com os opressores ele usa de ironia para desmascarar as explorações e as contradições destes.  Quando seu amigo Óscar Semedo passa a agir a favor dos opressores, ele simplesmente rompe a amizade; Alexandre Semedo relata apenas um momento de exaltação de Acácio, quando Óscar passa a agredir o filho por ter herdado as posses do seu antigo patrão; já a sua amante, Ermelinda, só conhece um Acácio, aquele que não fala palavrão e nunca dá gritos. Diz Acácio:

 

“-O teu pai passou-se para o lado deles. A defender nitidamente os vendedores de moleques! A exigir a ocupação total do planalto” A pedir mais tropa para dizimar os negros! Não se fala uma só vez de direitos das populações, apenas nos lucros dos colonos. Acusa-se o Governador pela única verdade que disse na vida. Que os comerciantes são uns ladrões. Pois são mesmo”.[15]

 

Da mesma forma, quando todos os brancos passam a comprar armas para se defender de revoltas das populações negras exploradas, Acácio é o único a não comprar armas. Segundo Alexandre Semedo, ele é o único branco a andar desarmado.

 

Porém, o anseio de todo o anarquista é a transformação não só pessoal, mas também coletiva, e é por esse motivo que se explica a frustração do personagem quando torna-se mais velho. Ele diz:

 

“-Sei o que são esses rebates de consciência. Também os tenho. Falo, falo, mas vivo dos lucros dos colonos. Sou pago por uma parte, ínfima mas uma parte, dos roubos aos negros. E não me posso libertar. Não fui eu que escolhi vir para aqui e não me deixam fugir daqui. Desterro perpétuo. Sou pobre, mas mais rico que o povo daqui. Um colono! Merda!”[16]

 

Poucos colonos escutaram Acácio, um deles foi Alexandre Semedo, podemos, por isso, atribuir algumas modificações na forma de ver a sociedade colonial em Angola a Acácio, principalmente no que se refere à propriedade, vejamos o que diz Acácio e depois Alexandre Semedo, já velho.

 

“-A culpa é da propriedade.

-A frase ficou a tremular nas flores rubras da acácia de rua.

-A propriedade suja, emporcalhada, torna os homens piores que bicho. A propriedade é um roubo, dizia Proudhon, é isso. Mas é mais. Basta a miragem da propriedade para um homem decente se tornar prepotente, um tirano.

Só Alexandre Semedo escutava Acácio. O barbeiro não falava para este Mundo, parecia um tribuno se dirigindo às flores de acácia. De pé, velho e pequeno, o braço direito estendido para a árvore, falava com uma voz que não era a dele. Os outros não o ouviam ou fingiam.”[17]

 

“O mal era a propriedade, dizia Acácio. Tinha razão. A propriedade, mesmo pequena tornava o indivíduo escravo dela. Não se podia libertar. Só podia ir para a frente ou ficar eternamente no medo de a perder. E ir para a frente era tentar multiplicá-la, ter tantas propriedades até já não se importar de perder alguma. Só a multiplicidade traria a liberdade.”[18]

 

A morte e principalmente o enterro do personagem são provas do comprometimento dele com os oprimidos e o repúdio aos opressores. Acácio morreu como negro, já que só negros morriam através de porrada, não merecendo nem faca e nem bala. No seu enterro havia muitos brancos, mas eram poucos perto da quantidade de negros presentes. O enterro teve a cor dos negros da senzala e se tornou um protesto político organizado espontaneamente pelos oprimidos.

 

OLÍVIA

 

Segundo George Woodcock, Marx e Proudhon se consideravam aliados, mas durante a Primeira Internacional há o rompimento irreconciliável entre o socialismo autoritário de Marx e o anarquismo de Proudhon, Bakunin também rompe com Marx e ambos se vêem esquecidos e apagados pela figura de um Marx autoritário e centralizador. São palavras de Proudhon dirigidas a Marx:

 

“eu me declaro a favor de um antidogmatismo econômico quase absoluto. (..) não permitamos que o simples fato de encabeçar um movimento nos torne lideres de um novo tipo de intolerância; não nos façamos passar por apóstolos de uma nova religião (...) Sob essas condições, ingressarei com prazer na sua associação. Do contrário – não!”[19]

 

Ao contrário do anarquismo, o comunismo era dogmático, centralizador, autoritário e pretendia um programa único para todos os povos, há o uso dos mesmos jargões e idéias para qualquer sociedade, os programas políticos não precisam ser adaptados às culturas locais. Olívia, por exemplo, que é comunista, fala de proletariado em uma Angola rural e escravocrata e pretende um modelo de revolução exterior e estranho à realidade angolana. Além disso, diz que as massas estão ansiosas pela revolução socialista, que irão reconhecer os chamados das palavras de ordem e se levantarão contra os opressores, mas quando é questionada por Joel e Chico, ela diz que eles precisam ler alguns livros para entender.

 

Olívia assume o comunismo como uma religião, ela substituiu a fé em Cristo pela fé em Marx; como diz Eurídice, ela trocou o lindo quadro que tinha de Jesus, por dois pôsteres amassados: um de Marx e outro de Che Guevara. Assim resume Alexandre essa mudança na vida da personagem:

 

“Olívia se flagelava para o convencer, um dia queimou um braço com água a ferver, dizendo quem quer servir o Senhor não sofre dor, mas ele bem via os olhos a revirarem e ela a repetir a rima para se convencer (...) Depois chegou a Alzira, amiga dela e que foi estudar na Faculdade de Lubango e lhe fez mudar de religião”[20]

 

Assim, como as idéias de Marx e Proudhon/Bakunin “coincidiam” ao olhar para o opressor, suas idéias se distanciavam ao pensar nas ações práticas. Podemos caracterizar a dicotomia entre o pensamento de Acácio e o de Olívia de modo semelhante, “coincidem” ao olhar para o opressor, mas se distanciam nas ações práticas. Por isso, algumas palavras de Olívia podem ser entendidas como uma atualização do discurso de Acácio, por exemplo:

 

“-Para bem do colonialismo – disse Olívia. – Tens de distinguir as coisas.

-Colonialismo, colonialismo, não tem outra palavra na boca. Mas o tal colonialismo é que desenvolveu esta terra.

-Desenvolveu, nada, bola – disse Olívia. – Só foi para benefício da burguesia exploradora.”[21]

 

Mas o seu comportamento, diante das populações negras oprimidas, se distancia completamente do velho anarquista, assim, como a sua fuga de Angola. Apesar de todo o seu discurso, ela não se faz povo, ela continua a ser uma colona e a achar os negros inferiores e, finalmente, regressa a Portugal para se sentir igual. Alexandre Semedo resume o comportamento da sua neta para Joel quando diz:

 

“-Olívia é diferente, avô, sabe o que quer.

-Olívia? Não. Fez apenas uma transposição religiosa. Pode acabar no budismo ou noutra mística qualquer.

-Diz que vai fazer a revolução em Portugal.

-Por que ir tão longe? Porque se sente uma estrangeira aqui? Lá não fará revolução nenhuma, vai acabar noutros misticismo. Acabar não, nunca saiu dele.”[22]

 

JOEL

 

Joel, único bisneto de Alexandre Semedo, não é anarquista e nem tão pouco comunista, ele forja a sua identidade revolucionária durante a guerra, interpretando a realidade e assistindo a luta do povo angolano pela sua libertação. Com dezessete anos, vivendo em uma terra em transe, ele assiste a chegada dos guerrilheiros de Benguela, vê o amor dos que lutaram por aquela terra-mãe e, principalmente, participa e se emociona com os comícios e com os sentimentos populares que criam músicas. Já na casa dos seus familiares, ele vê a mesquinhez, a vilania e o medo dos que exploraram aquela terra e aquele povo durante muitos anos. Ao contrário da sua família, Joel não se sente diferente dos negros, não se sente estrangeiro, nem superior e nem tão pouco colono. O trecho abaixo, que é a voz de um soldado português, explica essa diferença e a razão da fuga dos seus parentes:

 

“Era superior aos negros, tinha estatuo de branco. Sabe que vai perdes esse estatuto. A partir de agora será igual a eles, não terá privilégios. Tem de mostrar o que sabe fazer. É duro para quem toda a vida viveu pensando ter inferiores. De repente já não os tem. É igual a eles.”[23]

 

Por isso, Joel também se distancia de Olívia, mesmo a respeitando, porque ele vive as contradições e as certezas da guerra olhando e vivendo como povo; enquanto Olívia está sempre a olhar pelo viés colonialista e comunista. Joel questiona o modelo pronto de revolução comunista proposta por Olívia porque ele vê a revolução chegar a sua cidade e mesmo essa revolução não sendo a descrita por Olívia, ela é popular e legítima.

 

É por isso que junto com o seu melhor amigo, Ruca - que é negro e filho da lavadeira do seu tio Heitor - ele participa primeiro como informante e depois como guerrilheiro no MPLA. Abandonando seu amor, Nízia, e sua família, ele se torna angolano: “-Não saio daqui, está é a minha terra”[24]. A redenção de Joel é a aceitação de Alexandre e o seu rebatismo como Ulisses. “És a exceção dos Semedo”[25]. Yaka ainda revela a adoção de Joel pelos cuvales “o teu bisneto vai ser adoptado pelos cuvale e todos juntos vão fazer a guerrilha que vai ficar célebre”[26].

 

Por estar próximo ao povo e viver a revolução sem modelos prontos, pode-se dizer que Acácio estaria ao lado de Joel, dois personagens que lutaram de maneiras diferentes pela libertação angolana. Enquanto Olívia apesar de aparentemente mais próxima discursivamente de Acácio mantém em suas ações práticas um comportamento colonialista e não-revolucionário.



[1] KANDJIMBO, Luís. Yaka: a ficção e o estatuto da história ou um romance colonial? In: Apologia de Kalitangi. Ensaio e Crítica. Luanda: INALD, 1997. Pág. 54.

[2] Ibid. Pág. 55.

[3] PEPETELA. Yaka. Lisboa: Dom Quixote, 1985

[4] Ibid. Pág. 388.

[5] Ibid.

[6] Ibid. Pág. 341.

[7] WOODCOCK, Geoge. História das Idéias e Movimentos Anarquistas.  Porto Alegre: L&PM Pocket, 2002. Pág. 8.

[8] PEPETELA. Yaka. Lisboa: Dom Quixote, 1985. Pág. 115.

[9] Ibid. 41.

[10] Ibid. Pág. 32.

[11] WOODCOCK, Geoge. História das Idéias e Movimentos Anarquistas.  Porto Alegre: L&PM Pocket, 2002. Pág. 12

[12] PEPETELA. Yaka. Lisboa: Dom Quixote, 1985. Pág. 109.

[13] Ibid. Pág. 32.

[14] Ibid. Pág. 41.

[15] Ibid. Págs. 50-51.

[16] Ibid. Pág. 104.

[17] Ibid. Págs. 74 e 75.

[18] Ibid. Pág. 175.

[19] WOODCOCK, Geoge. História das Idéias e Movimentos Anarquistas.  Porto Alegre: L&PM Pocket, 2002. Págs. 135 e 136.

[20] PEPETELA. Yaka. Lisboa: Dom Quixote, 1985. Pág. 335

[21] Ibid. Pág. 332.

[22] Ibid. Pág. 385.

[23] Ibid. Pág. 378.

[24] Ibid. Pág. 376.

[25] Ibid. Pág. 385.

[26] Ibid. Pág. 394.

Um comentário:

Anônimo disse...

ótimas colocações!