segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

adeus recife - solano trindade


ADEUS RECIFE
Adeus Recife eu já vou
numa terceira do Ita
como saco de açúcar
como fardo de algodão...

Adeus terra do meu nascimento
da minha infância
e da minha mocidade...

Terra do Capibaribe remançoso
Cruzada de pontes
terra de pontes
de jangadas
de canaviais
de maracatus
de xangôs
de munguzais
de canaviais
de faca peixeira
de frevo
de coco
de angus e cuscus
mistura de negros
terra de usineiros
e sangues azuis...

Adeus Recife
de mulatas paixões,
que dançam em pranchões
os seus pastoris...

Terra de “Bumba meu boi”
de “quebra panela”
de “pau de cebo”,
terra infantil,
terreiro de brinquedos
do meu Brasil...

(poema de Solano Trindade quando deixou Recife para morar no Rio de Janeiro)

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