sábado, 8 de dezembro de 2012

abdias nascimento


Quando eu li Gilberto Freyre, eu fiquei muito muito puto. Quem presenciou minha leitura e quem presenciou todas as minhas falas sobre ele sabe o quanto o acho detestável. Apoio total ao escracho que tomou do pessoal da USP. Grande Florestan Fernandes! Só não devemos queimar Gilberto Freyre porque devemos ler para entender melhor essa sociedade racista em que vivemos. Mas eu tenho dito desde o dia em que li Casa-Grande e Senzala: "Gilberto Freyre transformou nossos preconceitos raciais em ciência e pior, bom poeta que era, não posso negar, fez da sua poesia uma arma de opressão." Hoje, lendo uma entrevista, no jornal Lampião da Esquina, de agosto de 1979, vejo que tudo isso já foi dito por Abdias Nascimento.
Abdias mudou e mudou para muito melhor já que em 1950 no I Congresso do Negro Brasileiro ele faz uma defesa dessa ideia e entre 1948-1950, no seu jornal Quilombo, ele mantinha uma coluna chamada "Democracia Racial" que contava com a colaboração do próprio Freyre.

Nenhum comentário: